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Ano 6 ▪ Nº 286 ▪ De 3 a 9 de setembro de 2017

Na Era do Espírito
Editor: Celso da Costa Frauches – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Ano 6 ▪ Nº 286 ▪ De 3 a 9 de setembro de 2017

Na Era do Espírito é um espaço virtual para mensagens destinadas à educação dos sentimentos e emoções do Espírito, ser imortal, criado à imagem e semelhança de Deus – “inteligência suprema, causa de todas as coisas”.

Divórcio: apenas uma separação de corpos

Silas

Há nas anotações do Apóstolo Mateus (Mateus, 19:7-8) certa passagem, na qual afirma Jesus que o divórcio na Terra é permitido a nós outros pela dureza dos nossos corações. Aqui, a medida deve ser facultada à maneira de medicação violenta em casos desesperadores de desarmonia orgânica. Na febre alta ou no tumor maligno, por exemplo, a intervenção exige métodos drásticos, a fim de que a crise de sofrimento não culmine com a loucura ou com a morte extemporânea. Nos problemas matrimoniais, agravados pela defecção de um dos cônjuges ou mesmo pela deserção de ambos do dever a cumprir, o divórcio é compreensível como providência contra o crime, seja ele o assassínio ou o suicídio. Entretanto, assim como o choque operatório para o tumor e a quinina para certas febres são recursos de emergência, sem capacidade de liquidar as causas profundas da enfermidade, as quais prosseguem reclamando tratamento longo e laborioso, o divórcio não soluciona o problema da redenção, porque ninguém se reúne no casamento humano ou nos empreendimentos de elevação espiritual, no mundo, sem o vínculo do passado, e esse vínculo, quase sempre, significa débito no Espírito ou compromisso vivo e delongado no tempo. O homem ou a mulher, desse modo, podem provocar o divórcio e obtê-lo, como sendo o menor dos piores males que lhes possam acontecer. Ainda assim, não se liberam da dívida em que se acham incursos, cabendo-lhes voltar ao pagamento respectivo, tão logo seja oportuno.

No caso em estudo – Ildeu e Marcela –, já meticulosamente analisado em nossa Mansão da Paz, temos duas almas em processo de reajuste, há vários séculos. Para não nos perdermos em compridas perquirições, convém lembrar tão-somente algumas notas da existência última, em que ambos, como marido e mulher, aqui mesmo no Brasil, se entregaram a difíceis experiências. Ele, depois de casado, continuou irrequieto, entre a irresponsabilidade e a aventura, nas quais seduziu duas moças, filhas do mesmo lar. Primeiramente, enganou uma delas, abandonando a esposa que a Lei lhe havia confiado. Passando, porém, ao convívio da segunda companheira, que patrocinava o desenvolvimento da irmãzinha menor, que os pais, à beira do túmulo, lhe haviam entregue, o homem não vacilou em aguardar-lhe a floração juvenil para submetê-la igualmente aos seus caprichos inconfessáveis. Entrando em franca decadência moral, precipitou-as no meretrício, em cujas correntes de sombra as pobres criaturas se viram quais andorinhas aprisionadas na lama. Abandonada a esposa, que era então a mesma companheira de agora, a sofredora mulher, incapaz de sofrear-se no insulamento, após cinco anos de expectativa e solidão, aceitou a companhia de um homem digno e trabalhador, com quem passou maritalmente a viver. Os dias correram sobre os dias e, quando Ildeu, ainda relativamente moço, mas integralmente vencido pela intemperança e pelo deboche, regressou doente à cidade em que se havia consorciado, buscando o aconchego da esposa, cuja fidelidade carinhosa ele mesmo destruíra, não mais na ânsia de ajudá-la ou de amá-la e sim no propósito de escravizá-la, por enfermeira de seu corpo abatido, eis que a reencontra, feliz, junto de outro. Movido de incompreensível ciúme, de vez que renegara o lar sem motivo justo, não suporta ver a alegria da companheira, matando-lhe o eleito do coração. Dentro em breve, todo o grupo que Ildeu infelicitou se reúne, inclusive ele próprio, na Esfera Espiritual, onde a justiça da Lei sopesa os méritos e deméritos de cada um. E, com o amparo de Abnegados Benfeitores, regressam as personagens do drama doloroso ao resgate na reencarnação, com Ildeu à frente das responsabilidades, por ter maiores culpas. Marcela concorda em auxiliá-lo e retoma o posto antigo, ajudando-o na condição de esposa fiel. Roberto é o companheiro assassinado que volta, do qual Ildeu é devedor da própria vida. Sônia e Márcia são as duas irmãs que ele arrojou ao vício e à delinquência, dele esperando hoje, como filhas queridas, o necessário auxílio para a reabilitação.

Vocês não ignoram, porém, que a reencarnação no resgate é também recapitulação perfeita. Se não trabalhamos por nossa intensa e radical renovação para o bem, através do estudo edificante que nos educa o cérebro e do amor ao próximo que nos aperfeiçoa o sentimento, somos tentados hoje pelas nossas fraquezas, como éramos tentados ainda ontem, porquanto nada fizemos para suprimi-las, passando habitualmente a reincidir nas mesmas faltas. Segundo observam, Ildeu, displicente e surdo aos avisos da vida, é o mesmo homem do passado, buscando a suposta felicidade, fora do templo doméstico, desprezando a esposa, querendo estremecidamente às filhinhas nas quais revê as companheiras do pretérito e nada faz por perder a instintiva aversão pelo filhinho, em cujo contato adivinha o antigo rival, que lhe foi vítima da fúria arrasadora.

Mas se ele não encontra em Marcela o amor integral, por que razão, ainda agora, na presente romagem terrena, a teria desposado?

É preciso considerar que nos achamos ainda longe de adquirir o verdadeiro amor, puro e sublime. Nosso amor é, por enquanto, uma aspiração de eternidade encravada no egoísmo e na ilusão, na fome de prazer e na egolatria sistemática, que fantasiamos como sendo a celeste virtude. Por isso mesmo, a nossa afetividade terrestre, quando na primavera dos primeiros sonhos da experiência física, pode ser um conjunto de estados mentais, consubstanciando simplesmente os nossos desejos. E nossos desejos se alteram todos os dias. Em razão disso, recordemos o imperativo da recapitulação. Nessa ou naquela idade física, o homem e a mulher, com a supervisão da Lei que nos governa os destinos, encontram as pessoas e as situações de que necessitam para superarem as provas do caminho, provas indispensáveis ao burilamento espiritual de que não prescindem para a justa ascensão às Esferas Mais Altas. Assim é que somos atraídos por determinadas almas e por determinadas questões, nem sempre porque as estimemos em sentido profundo, mas sim porque o passado a elas nos reúne, a fim de que por elas e com elas venhamos a adquirir a experiência necessária à assimilação do verdadeiro amor e da verdadeira sabedoria. É por isso que a maioria dos consórcios humanos, por enquanto, constituem ligações de aprendizado e sacrifício, em que, muitas vezes, as criaturas se querem mutuamente e mutuamente sofrem pavorosos conflitos na convivência uma das outras. Nesses embates, alinham-se os recursos da redenção. Quem for mais claro e mais exato no cumprimento da Lei que ordena seja mantido o bem de todos, acima de tudo, mais ampla liberdade encontra para a vida eterna. Quanto mais sacrifício com serviço incessante pela felicidade dos corações que o Senhor nos confia, mais elevada ascensão à glória do Amor Divino.

Nosso amigo Ildeu esta interrompendo o pagamento da dívida em que se empenhou...

E Marcela garantirá por ele a sustentação do lar? É o que esperamos e tudo faremos para auxiliá-la, já que o esposo, mais uma vez, faliu nos contratos assumidos.

Não será lícito contar, matematicamente, com o heroísmo dela à frente da casa? Quem poderá medir a resistência dos outros? Marcela é senhora de si e, com a deserção do esposo, é chamada a encargos duplos. Desejamos sinceramente que ela seja forte e se sobreponha às vicissitudes da existência, mas se resvalar para delituosos desequilíbrios, que lhe comprometam a estabilidade doméstica, na qual os filhos devem crescer para o bem, mais complicado e mais extenso se fará o débito de Ildeu, porquanto as falhas que ela venha a cometer serão atenuadas pelo injustificável abandono em que a lançou o marido. Quem se faz responsável por nossas quedas, experimenta em si mesmo a ampliação dos próprios crimes.

Imaginemos, porém, que Marcela e os filhinhos consigam vencer a crise, esmagando com o tempo as necessidades de que são agora vítimas. Figuremo-los terminando a atual reencarnação, com plena vitória moral em confronto com Ildeu, retardado, impenitente, devedor. Se a esposa e os filhos, então definitivamente guindados à luz, dispensarem qualquer contato com a sombra, em franca ascensão às linhas superiores da vida, a quem pagará Ildeu o montante das dívidas em que se agrava? Embora estejamos todos, uns diante dos outros, em processo reparador de culpas recíprocas, em verdade, antes de tudo, somos devedores da Lei em nossas consciências. Fazendo mal aos outros, praticamos o mal contra nós mesmos. Caso Marcela e os filhinhos se ergam, um dia, a plenos céus, e na hipótese de guardar-se nosso amigo mergulhado na Terra, vê-los-á Ildeu na própria consciência, sofredores e tristes, quais os tornou, atormentado pelas recordações que traçou para si mesmo e pagará em serviço a outras almas da senda evolutiva o débito que lhe onera o Espírito, de vez que, ferindo os outros, na essência estamos ferindo a obra de Deus, de cujas leis soberanas nos fazemos réus infelizes, reclamando quitação e reajuste.

Isso quer dizer que, se Ildeu, mais tarde, desejar reunir-se a Marcela, Roberto, Sônia e Márcia, então redimidos nas Esferas Superiores, deverá possuir uma consciência tão dignificada e sublime quanto a deles, de modo a não se envergonhar de si mesmo, considerando-se a probabilidade de triunfo para a esposa e os filhinhos nas provas árduas que o porvir lhes reserva.

Quem se retarda por gosto não pode queixar-se de quem avança, “A cada um segundo as suas obras”, ensinou o Divino Orientador, e ninguém no Universo conseguirá fugir à Lei.

(Silas é um dos assistentes da Mansão da Paz, um posto localizado no umbral, em alguma dimensão do mundo astral, sob a supervisão de Nosso Lar. Compilado do livro Ação e Reação / ditado pelo Espírito André Luiz; [psicografado por Chico Xavier] Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, págs. 209/215)

Mensagem da semana

Não procures ser atendida em todos os teus desejos, mas procura servir, fraternalmente, a quantos te reclamem arrimo e braço forte.
Ajuda, antes de procurares auxílio.
Compreende, sem exigir compreensão imediata.
Desculpa os outros, sem desculpar a ti mesma.
Ampara, sem a intenção de ser amparada.
Dá, sem o propósito de receber.
Não persigas o respeito humano que te faça aparecer melhor que és, mas busca, em todo tempo e lugar, a bênção divina na aprovação da própria consciência.
Não procures destacada posição, diante dos outros; antes de tudo, aperfeiçoa os teus sentimentos, cada vez mais, sem propaganda de tuas virtudes vacilantes e problemáticas.
Age corretamente e esquece as frases vazias ou venenosas da maledicência contumaz.
Em te socorrendo das diretrizes alheias, desconfia das palavras que te lisonjeiem a fantasiosa superioridade pessoal ou que te inclinem à dureza de coração.
Diante da fartura ou da escassez, recorda o serviço que o Senhor te convocou a realizar e produze o bem em seu nome, onde estiveres.
Lembra-te de que a experiência na carne é demasiadamente breve e que a tua cabeça deve permanecer tão cheia de ideais santificantes, quanto as mãos repletas de trabalho salutar.
Para que atendas, porém, a semelhante programa, é imprescindível abras o coração ao sol renovador do Sumo Bem.
De alma cerrada ao interesse pela felicidade do próximo, jamais encontrarás a própria felicidade.
A alegria que improvisares em torno dos pés alheios te fará mais rica de júbilo.
Na paz que semeares encontrarás a colheita da paz que desejas.
Estes, são princípios da vida radiante.
No insulamento, ninguém recolherá a suprema alegria.
Para a sabedoria divina, tão infortunado é o pastor que perdeu o rebanho, quanto a ovelha que perdeu o pastor. A desistência de ajudar é tão escura quanto o relaxamento de extraviar-se.
O egoísmo conseguirá criar um oásis, mas nunca edificará um continente.
É indispensável aprenderes a sair de ti mesma, auscultando a necessidade e a dor daqueles que te cercam.

Matilde

(Extraído do livro Libertação; ditado pelo Espírito André Luiz [psicografado por] Chico Xavier. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, p. 258)

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