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Ano 6 ▪ Nº 288 ▪ De 17 a 23 de setembro de 2017

Na Era do Espírito
Editor: Celso da Costa Frauches – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Ano 6 ▪ Nº 288 ▪ De 17 a 23 de setembro de 2017

Na Era do Espírito é um espaço virtual para mensagens destinadas à educação dos sentimentos e emoções do Espírito, ser imortal, criado à imagem e semelhança de Deus – “inteligência suprema, causa de todas as coisas”.

Jesus e mediunidade

André Luiz

Divina mediunidade — Em nos reportando a qualquer estudo da mediunidade, não podemos olvidar que, em Jesus, ela assume todas as características de exaltação divina. (A Gênese, págs. 293 e 294, FEB, 12a edição). Anota Allan Kardec, com referência aos fenômenos da mediunidade em Jesus: “Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus”.
Desde a chegada do Excelso Benfeitor ao Planeta, observa-se-lhe o pensamento sublime penetrando o pensamento da Humanidade.
Dir-se-ia que no estábulo se reúnem pedras e arbustos, animais e criaturas humanas, representando os diversos reinos da evolução terrestre, para receber-lhe o primeiro toque mental de aprimoramento e beleza.
Casam-se os hinos singelos dos pastores aos cânticos de amor nas vozes dos mensageiros espirituais, saudando Aquele que vinha libertar as nações, não na forma social que sempre lhes será vestimenta às necessidades de ordem coletiva, mas no ádito das almas, em função da vida eterna.
Antes dele, grandes comandantes da ideia haviam pisado o chão do mundo, influenciando multidões.
Guerreiros e políticos, filósofos e profetas alinhavam-se na memória popular, recordados como disciplinadores e heróis, mas todos desfilaram com exércitos e fórmulas, enunciados e avisos, em que se misturam retidão e parcialidade, sombra e luz.
Ele chega sem qualquer prestígio de autoridade humana, mas, com a sua magnitude moral, imprime novos rumos à vida, por dirigir-se, acima de tudo, ao espírito, em todos os climas da Terra.
Transmitindo as ondas mentais das Esferas Superiores de que procede, transita entre as criaturas, despertando-lhes as energias para a Vida Maior, como que a tanger-lhes as fibras recônditas, de maneira a harmonizá-las com a sinfonia universal do Bem Eterno.

Médiuns preparadores — Para recepcionar o influxo mental de Jesus, o Evangelho nos dá notícias de uma pequena congregação de médiuns, à feição de transformadores elétricos conjugados, para acolher-lhe a força e armazená-la, de princípio, antes que se lhe pudessem canalizar os recursos.
E longe de anotarmos aí a presença de qualquer instrumento psíquico menos seguro do ponto de vista moral, encontramos importante núcleo de medianeiros, desassombrados na confiança e corretos na diretriz.
Informamo-nos, assim, nos apontamentos da Boa Nova, de que Zacarias e Isabel, os pais de João Batista, precursor do Médium Divino, "eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão, em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lucas, capítulo 1, versículo 5), que Maria, a jovem simples de Nazaré, que acolheria o Embaixador Celeste nos braços maternais, se achava “em posição de louvor diante do Eterno Pai” (Lucas, capítulo 1, versículo 30), que José da Galileia, o varão que o tomaria sob paternal tutela, “era justo” (Mateus, capítulo 1, versículo 19), que Simeão, o amigo abnegado que o aguardou em prece, durante longo tempo, “era justo e obediente a Deus” (Lucas, capítulo 2, versículo 25) e que Ana, a viúva que o esperou em oração, no templo de Jerusalém, por vários lustros, vivia “servindo a Deus” (Lucas, capítulo 2, versículo 37).
Nesse grupo de médiuns admiráveis, não apenas pelas percepções avançadas que os situavam em contato com os Emissários Celestes, mas também pela conduta irrepreensível de que forneciam testemunho, surpreendemos o circuito de forças a que se ajustou a onda mental do Cristo, para daí expandir-se na renovação do mundo.

Efeitos físicos — Cedo começa para o Mestre Divino, erguido à posição de Médium de Deus, o apostolado excelso em que lhe caberia carrear as noções da vida imperecível para a existência na Terra.
Aos doze anos, assenta-se entre os doutores de Israel, “ouvindo-os e interrogando-os (Lucas, capítulo 2, versículo 46) a provocar admiração pelos conceitos que expendia e a entremostrar a sua condição de intermediário entre culturas diferentes.
Iniciando a tarefa pública, na exteriorização de energias sublimes, encontramo-lo em Caná da Galileia, oferecendo notável demonstração de efeitos físicos, com ação a distância sobre a matéria, em transformando a água em vinho (João, capítulo 2, versículos 1 a 12). Mas, o acontecimento não permanece circunscrito ao âmbito doméstico, porquanto, evidenciando a extensão dos seus poderes, associados ao concurso dos mensageiros espirituais que, de ordinário, lhe obedeciam às ordens e sugestões, nós o encontramos, de outra feita, a multiplicar pães e peixes (João, capítulo 6, versículos 1 a 15) no tope do monte, para saciar a fome da turba inquieta que lhe ouvia os ensinamentos, e a tranquilizar a Natureza em desvario (Marcos, capítulo 4, versículos 35 a 41) quando os discípulos assustados lhe pedem socorro, diante da tormenta.
Ainda no campo da fenomenologia física ou metapsíquica objetiva, identificamo-lo em plena levitação, caminhando sobre as águas (Marcos, capítulo 6, versículos 49 e 50) e em prodigiosa ocorrência de materialização ou ectoplasmia, quando se põe a conversar, diante dos aprendizes, com dois varões desencarnados que, positivamente, apareceram glorificados, a lhe falarem de acontecimentos próximos (Lucas, capítulo 9, versículos 28 a 32).
Em Jerusalém, no templo, desaparece de chofre, desmaterializando-se, ante a expectação geral (João, capítulo 7, versículo 30) e, na mesma cidade, perante a multidão, produz-se a voz direta, em que bênçãos divinas lhe assinalam a rota (João, capítulo 12, versículos 28 a 30).
Em cada acontecimento, sentimo-lo a governar a matéria, dissociando-lhe os agentes e reintegrando-os à vontade, com a colaboração dos servidores espirituais que lhe assessoram o ministério de luz.

Efeitos intelectuais — No capítulo dos efeitos intelectuais ou, se quisermos, nas provas da metapsiquica subjetiva, que reconhece a inteligência humana como possuidora de outras vias de conhecimento, além daquelas que se constituem dos sentidos normais, reconhecemos Jesus nos mais altos testemunhos.
A distância da sociedade hierosolimita, vaticina os sucessos amargos que culminariam com a sua morte na cruz (Lucas, capítulo 18, versículos 31 a 34). Utilizando a clarividência que lhe era peculiar, antevê Simão Pedro cercado de personalidades inferiores da esfera extrafísica, e avisa-o quanto ao perigo que isso representa para a fraqueza do apóstolo (3Lucas, capítulo 22, versículos 31 a 34). Nas últimas instruções, ao pé dos amigos, confirmando a profunda lucidez que lhe caracterizava as apreciações percucientes, demonstra conhecer a perturbação consciencial de Judas (João, capítulo 13, versículos 21 e 22, a despeito das dúvidas que a ponderação suscita entre os ouvintes. Nas preces de Getsêmani, aliando clarividência e clariaudiência, conversa com um mensageiro espiritual que o reconforta (Lucas, capítulo 22, versículo 43).

Mediunidade curativa — No que se refere aos poderes curativos, temo-los em Jesus nas mais altas afirmações de grandeza. Cercam-no doentes de variada expressão. Paralíticos estendem-lhe membros mirrados, obtendo socorro. Cegos recuperam a visão. Ulcerados mostram-se limpos. Alienados mentais, notadamente obsidiados diversos, recobram equilíbrio.
É importante considerar, porém, que o Grande Benfeitor a todos convida para a valorização das próprias energias.
Reajustando as células enfermas da mulher hemorroíssa, diz-lhe, convincente: — “Filha, tem bom ânimo! A tua fé te curou” (Mateus, capítulo 9, versículo 22). Logo após, tocando os olhos de dois cegos que lhe recorrem à caridade, exclama: — “Seja feito, segundo a vossa fé” (Mateus, capítulo 9, versículo 29).
Não salienta a confiança por simples ingrediente de natureza mística, mas sim por recurso de ajustamento dos princípios mentais, na direção da cura.
E encarecendo o imperativo do pensamento reto para a harmonia do binômio mente-corpo, por varias vezes o vemos impelir os sofredores aliviados à vida nobre, como no caso do paralítico de Betesda, que, devidamente refeito, ao reencontrá-lo no templo, dele ouviu a advertência inesquecível: — “Eis que já estás são. Não peques mais, para que te não suceda coisa pior” (João, capítulo 5, versículo 14).

Evangelho e mediunidade — A prática da mediunidade não está somente na passagem do Mestre entre os homens, junto dos quais, a cada hora, revela o seu intercâmbio constante com o Plano Superior, seja em colóquios com os emissários de alta estirpe, seja em se dirigindo aos aflitos desencarnados, no socorro aos obsessos do caminho, mas também na equipe dos companheiros, aos quais se apresenta em pessoa, depois da morte, ministrando instruções para o edifício do Evangelho nascente.
No dia de Pentecostes, vários fenômenos mediúnicos marcam a tarefa dos apóstolos, mesclando-se efeitos físicos e intelectuais na praça pública, a constituir-se a mediunidade, desde então, em viga mestra de todas as construções do Cristianismo, nos séculos subsequentes.
Em Jesus e em seus primitivos continuadores, porém, encontramo-la pura e espontânea, como deve ser, distante de particularismos inferiores, tanto quanto isenta de simonismo. Neles, mostram-se os valores mediúnicos a serviço da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria, na qual os regulamentos divinos, em todos os mundos, instituem a responsabilidade moral segundo o grau de conhecimento, situando-se, desse modo, a Justiça Perfeita, no íntimo de cada um, para que se outorgue isso ou aquilo, a cada Espírito, de conformidade com as próprias obras.
O Evangelho, assim, não é o livro de um povo apenas, mas o Código de Princípios Morais do Universo, adaptável a todas as pátrias, a todas as comunidades, a todas as raças e a todas as criaturas, porque representa, acima de tudo, a carta de conduta para a ascensão da consciência à imortalidade, na revelação da qual Nosso Senhor Jesus-Cristo empregou a mediunidade sublime como agente de luz eterna, exaltando a vida e aniquilando a morte, abolindo o mal e glorificando o bem, a fim de que as leis humanas se purifiquem e se engrandeçam, se santifiquem e se elevem para a integração com as Leis de Deus.

(Extraído do livro Mecanismos da mediunidade / ditado pelo Espírito André Luiz; [psicografado por] Chico Xavier e Waldo Vieira. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010, págs. 177/183)

Periódico

Revista Internacional de Espiritismo (RIE). Ano XCII, nº 8, setembro de 2017. Matão-SP, Casa Editora O Clarim.

A matéria de capa – Nova era, novos rumos –, de autoria de Marta Margarida Moreira, trata das mudanças que não estão programadas para tal ou qual período, num fatalismo aterrador, mas para um largo período de transformações e adaptações. O Editorial – Kardec para Cairbar – analisa, em rápidos traços, a reencarnação e a missão de Allan Kardec e de Cairbar Schutel, no mesmo século 19, respectivamente, na França e no Brasil. Kardec, o Codificador do Espiritismo, e Cairbar, o Bandeirante do Espiritismo em nossa pátria. A RIE publica, ainda, os seguintes artigos: O espiritualismo materialista, de Ricardo Orestes Forni; Evangelho é coração, de Maroísa F. Pellegrini Baio; A Casa do Caminho e a primeira igreja em Jerusalém, de Fabio Dionisi; Freud tinha fé?, de José Luiz Condotta; O revulsivo efeito da fé, de Rogério Coelho; O passado e suas consequências, de Francisco Aranda Gabilan; Amor aos inimigos, de Walkiria Lúcia de Araújo; Práticas estranhas no centro espírita, de Antonio Cesar Perri de Carvalho; O dilema do balão, de Marcos Paterra; O processo obsessivo e suas modalidades, de Waldheir Bezerra de Almeida; Obra de redenção, de Cairbar Schutel; Eduquemos com Jesus, de Marcus De Mario; O rito de passagem, de Fausto Fabiano da Silva; Chacra esplênico, de Ricardo Di Bernardi; A mente e a mediunidade, de Gustavo Henrique de Lucena; João Fusco (Jofus), de Paulo Alves de Godoy; Pais e filhos, de Octávio Caúmo Serrano; Elaborando um informativo, de Martha Rios Guimarães; Por quem os sinos dobram, de Richard Simonetti. A entrevista do mês – Dedicação e amor à divulgação espírita –, concedida a Cássio Leonardo Carrara, é com Apparecido Belvedere, que, há 42 anos, auxilia na continuidade da obra de Cairbar Schutel, exercendo as funções de diretor editorial da Casa Editora O Clarim. A RIE deste mês publica, ainda, farto noticiário sobre o movimento espírita.

Mensagem da semana

Cada espírito forja em torno de si próprio o inferno ou cria o seu céu de conformidade com seus sentimentos e com a vibração de sua alma.
Ângelo Inácio

(Extraído do livro Encontro com a Vida / ditado pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. Contagem-MG: Casa dos Espíritos, 2006, p. 128)

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