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Ano 6 ▪ Nº 299 ▪ De 3 a 9 de dezembro de 2017

Na Era do Espírito
Editor: Celso da Costa Frauches – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Ano 6 ▪ Nº 299 ▪ De 3 a 9 de dezembro de 2017

Na Era do Espírito é um espaço virtual para mensagens destinadas à educação dos sentimentos e emoções do Espírito, ser imortal, criado à imagem e semelhança de Deus – “inteligência suprema, causa de todas as coisas”.

Rasgando véus

Emmanuel

O homem moderno, pesquisador da estratosfera e do subsolo, esbarra, ante os pórticos do sepulcro, com a mesma aflição dos egípcios, dos gregos e dos romanos de épocas recuadas. Os séculos, que varreram civilizações e refundiram povos, não transformaram a misteriosa fisionomia da sepultura. Milenário ponto de interrogação, a morte continua ferindo sentimentos e torturando inteligências.
Em todas as escolas religiosas, a Teologia, representando as diretrizes de patriarcas veneráveis da fé, procura controlar o campo emotivo dos crentes, acomodando os interesses imediatistas da alma encarnada. Para isso, criou regiões definidas, tentando padronizar as determinações de Deus pelos decretos dos reis medievais, lavrados à base de audaciosa ingenuidade.
Indubitavelmente, províncias de angústia punitiva e dor reparadora existem nas mais variadas dimensões do Universo, assim como vibram consciências escuras e terríveis nos múltiplos estados sociais; no entanto, o serviço teológico, nesse sentido, não obstante respeitável, atento ao dogmatismo tradicional e aos interesses do sacerdócio, estabelece o non plus ultra, que não atende às exigências do cérebro nem aos anseios do coração.
Como transferir imediatamente para o inferno a mísera criatura que se emaranhou no mal por simples influência da ignorância? Que se dará, em nome da Sabedoria Divina, ao homem primitivo, sedento de dominação e de caça? A maldição ou o alfabeto? Por que processo conduzir ao abismo tenebroso o espírito menos feliz, que apenas obteve contato com a verdade, no justo momento de abandonar o corpo? Dentro das mesmas razões, como promover ao céu, em caráter definitivo, o discípulo do bem, que apenas se iniciou na prática da virtude? Que gênero de tarefa caracterizará o movimento das almas redimidas, na Corte Celestial? Formar-se-iam apóstolos tão só para a aposentadoria compulsória? Como haver-se, no paraíso, o pai carinhoso cujos filhos fossem entregues a Satã? Que alegria se reservará à esposa dedicada e fiel, que tem o esposo nas chamas consumidoras? Estaria a Autoridade Divina, perfeita e ilimitada, tão pobre de recursos, a ponto de impedir, além do plano carnal, o benefício da cooperação legítima, que as autoridades falíveis e deficientes do mundo incentivam e protegem? Negar-se-iam possibilidades de evolução aos que atravessam a porta do sepulcro, em plena vida maior, quando na esfera terrestre, sob limitações de vária ordem, há caminhos evolutivos para todas as formas e todos os seres? A palavra “trabalho” seria desconhecida nos céus, quando a Natureza terrena reparte missões claras de serviço, com todas as criaturas da Crosta Planetária, desde o verme até o homem? Como justificar um inferno onde as almas gemessem distantes de qualquer esperança, quando, entre os homens imperfeitos, ao influxo renovador do Evangelho de Jesus-Cristo, as penitenciárias são hoje grandes escolas de regeneração e cura psíquica? E por que meios admitir um céu, onde o egoísmo recebesse consagração absoluta, no gozo infinito dos contemplados pela graça, sem nenhuma compaixão pelos deserdados do favor, que caíram, ingênuos, nas armadilhas do sofrimento, se, entre as mais remotas coletividades de obscuras zonas carnais, se arregimentam legiões de assistência fraterna amparando ignorantes e infelizes?
São interrogações oportunas para os teólogos sinceros da atualidade. Não, contudo, para os que tentam conjugar esforços na solução do grande e indevassado problema da Humanidade.
O Espiritismo começou o inapreciável trabalho de positivar a continuação da vida além da morte, fenômeno natural do caminho de ascensão. Esferas múltiplas de atividade espiritual interpenetram-se nos diversos setores da existência. A morte não extingue a colaboração amiga, o amparo mútuo, a intercessão confortadora, o serviço evolutivo. As dimensões vibratórias do Universo são infinitas, como infinitos são os mundos que povoam a imensidade.
Ninguém morre. O aperfeiçoamento prossegue em toda parte.
A vida renova, purifica e eleva os quadros múltiplos de seus servidores, conduzindo-os, vitoriosa e bela, à União Suprema com a Divindade.
Lembramo-nos de que Allan Kardec, o inesquecível codificador, refere-se várias vezes em sua obra à erraticidade, onde estaciona considerável número de criaturas humanas desencarnadas. Acresce notar, todavia, que transferir-se alguém da esfera carnal para a erraticidade não significa ausentar-se da iniciativa ou da responsabilidade, nem vaguear em turbilhão aéreo, sem diretivas essenciais. No mesmo critério, observaríamos os que renascem no plano denso como pessoas transferidas da vida espiritual à materialidade, não simbolizando semelhante figura qualquer imersão inconsciente e estúpida nas correntes carnais. Como acontece aos que chegam à Crosta da Terra, os que saem dela encontram igualmente sociedades e instituições, templos e lares, onde o progresso continua para o Alto.
A morte é campo de sequência, sem ser fonte milagreira, que aqui ou além o homem é fruto de si mesmo e que as leis divinas são eternas organizações de justiça e ordem, equilíbrio e evolução.
Prossigamos, pois, no serviço da verdade e do bem, cheios de otimismo e bom ânimo, a caminho de Jesus, com Jesus.

(Compilado do livro Obreiros da Vida Eterna / ditado pelo Espírito André Luiz [psicografado por] Chico Xavier. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, págs. 7-10)

Periódico

Revista Internacional de Espiritismo (RIE). Ano XCII, nº 10, novembro de 2017. Matão: O Clarim.

A matéria da capa – Enxaqueca – Aspectos energéticos e espirituais – de autoria de Ricardo di Bernardi, trata dessa patologia sob o ângulo espírita. Editorial: Arte e inspiração. Artigos: Teu lar, teu refúgio, de Ricardo Orestes Forni; O Espiritismo pelo Brasil, de Antonio Cesar Perri de Carvalho; Ciência espiritual e saber médico, de J. A. Morais; As aparições de Maria de Nazaré à luz do Espiritismo, de Washington Luiz Nogueira Fernandes; O trapeiro, de Rogério Coelho; Ernesto Dantas, pioneiro do Espiritismo em Vitória da Conquista, da União Espírita de Vitória da Conquista; A importância da casa espírita, de Fabio Dionisi; Sem saída..., de Cláudio Viana Silveira; O Dia de Finados, de Jaime Facioli; Tempos difíceis no planeta Terra: medos e apreensões, de Francisco Aranda Gabilan; Um pouco de política, de Cairbar Schutel; Sou honesto e daí?, de José Luiz Condotta; Por um pouco, de Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcanti; Pedir e obter, de Maroísa F. Pellegrini Baio; E agora, por que te deténs?, de Leda Maria Flaborea; Convite à disciplina, de Octávio Caúmo Serrano; Avaliando materiais, de Martha Rios Guimarães; Sobre a morte, de Richard Simonetti. A entrevista do mês – Um panorama do movimento espírita paraibano – é com Marco Lima, presidente da Federação Espírita da Paraíba (FEPB), realizada por Marcos Paterra. A REI traz, ainda, farto noticiário sobre o Movimento Espírita em todo o Brasil.

Mensagem da semana

Quando desencarnei, a lembrança de Jesus, ao pé de Lázaro, foi ajuda certa ao meu coração. Busquei insular-me, cerrar ouvidos aos chamamentos do sangue, fechar os olhos à visão dos interesses terrenos e a libertação, afinal, deu-se em poucos segundos. Pensei nos ensinamentos do Mestre, ao chamar Lázaro, de novo, à existência, e recordei-lhe as palavras: − “Lázaro, sai para fora!”. Centralizando a atenção na passagem evangélica, afastei-me do corpo grosseiro sem obstáculo algum.

Bezerra de Menezes

(Extraído do livro Obreiros da Vida Eterna / ditado pelo Espírito André Luiz [psicografado por] Chico Xavier. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, p. 316)

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