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Ano 3 ▪ Nº 103 ▪ De 16 a 22 de fevereiro de 2014

Na Era do Espírito
Editor: Celso da Costa Frauches – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Ano 3 ▪ Nº 103 ▪ De 16 a 22 de fevereiro de 2014

Na Era do Espírito é um espaço virtual para mensagens destinadas à educação dos sentimentos e emoções do Espírito, ser imortal, criado à imagem e semelhança de Deus – “inteligência suprema, causa de todas as coisas”.

Educação, materialismo & espiritismo

O conflito entre materialismo ateu e espiritualismo, desde Jesus Cristo, tem sido uma tônica no processo evolutivo de e em nosso planeta.
O materialismo ateu não conhece o Amor e despreza o Espírito e, por consequência, a vida eterna, a imortalidade do ser “criado à imagem e semelhança de Deus”.
O espiritualismo reconhece a existência do Espírito, mas os seus seguidores estão divididos em várias correntes. Uns, os católicos, creem que o Espírito, após a morte do corpo físico, pode ir para o inferno, o purgatório ou o céu. Outros, como os protestantes, em geral, acreditam no inferno e no céu; não há purgatório. As religiões ou seitas orientais apresentam inúmeras opções para o Espírito após a morte do corpo físico. Mas todas, sem exceção, creem na imortalidade do Espírito.
O comunismo, o socialismo, o capitalismo, o neocapitalismo, o neocomunismo, o neossocialismo ou qualquer outra ideologia política são essencialmente materialistas, o Espírito é somente um corpo de carne e osso, que nasce e morre; pode ser um “investimento”, uma “despesa” ou um “lucro”. O lucro, a liberdade e os bens de consumo são para satisfazer os sentidos. Temos que consumir, auferir maior margem de lucro, dominar e explorar, pois “a vida acaba”, temos de “aproveitar a vida”.
Em meados do século 19, surge, em Paris, uma nova corrente espiritualista, denominada espiritismo, a partir de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. O espiritismo não nasce do nada. É, na realidade, parte do lento e gradual processo de espiritualização da humanidade terrena, com uma diferença: o espiritismo veio resgatar o cristianismo primitivo, os princípios cristãos revelados por Jesus de Nazaré, há mais de dois mil anos. Com o advento do espiritismo desaparece o deus que castiga, que pune, o deus de castas, o “deus dos judeus”. “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas” (Questão 1 de OLE). “Deus é amor”. O Deus do ateu é o mesmo do espiritualista; do crente e do descrente; do herói e do bandido; do negro, do amarelo e do branco; do rico, do pobre ou do miserável; do homem e da mulher; do judeu, do mulçumano, do cristão; do oriente e do ocidente. É o Deus do universo, o Criador de tudo e de todos.

A educação, em todas as eras, ignorou Deus, “a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Experiências isoladas, que não frutificaram na amplitude desejada, reconheciam a existência de Deus. Foi o educador suíço Pestalozzi – Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) –, de origem protestante, professor de Allan Kardec, quem colocou Deus no centro do processo educacional, com toda clareza:

A primeira necessidade do homem é o conhecimento de Deus.
Deus é o Pai da humanidade e seus filhos são imortais.
A fonte de justiça e de todas as outras bênçãos no mundo, a fonte de amor fraternal entre os homens, está na concepção religiosa de que somos filhos de Deus.
A crença em Deus é a causa de toda a sabedoria e de toda a felicidade e o caminho da Natureza na educação da humanidade.
                 (Jornada – Revista de Educação Espírita. Niterói, RJ: 1986, p. 5)

Reconhece Pestalozzi que “a cultura do intelecto não enobrecerá o homem a não ser que seja baseada na cultura do coração”. A crença em Deus e o desenvolvimento do Amor devem ser, portanto, a base de qualquer processo educacional sério e transparente. Ainda segundo Pestalozzi, a “educação é o desenvolvimento harmônico de todas as faculdades do indivíduo”. Desenvolve-se as potencialidades do Espírito, não da matéria, do corpo de carne e osso. E a educação é para a eternidade; o que se aprende não é enterrado com o corpo físico. Permanece latente no Espírito imortal.
O Espírito Humberto de Campos, pela mediunidade de Chico Xavier, alerta-nos para responsabilidade do Brasil no campo da educação, a “sua missão no planeta” (Brasília: FEB, 2013, p. 184):

Nosso objetivo, trazendo alguns apontamentos à história espiritual do Brasil, foi tão somente encarecer a excelência da sua missão no planeta, demonstrando, simultaneamente, que cada nação, como cada indivíduo, tem sua tarefa a desempenhar no concerto dos povos. Todas elas têm seus ascendentes no mundo invisível, de onde recebem a seiva espiritual necessária à sua formação e conservação. E um dos fins principais do nosso resumo histórico foi examinar, aos olhos de todos, a necessidade da educação pessoal e coletiva, no desdobramento de todos os trabalhos do país. (grifei)

No Brasil, a educação das massas, a educação pública, sempre materialista, é cada vez mais frágil, débil, sem qualquer perspectiva de melhoria. Ignora-se o Espírito, joga-se no cérebro físico um monte de informações, desligadas da realidade vivenciada pelo educando, no dia a dia. Deus não existe na escola pública brasileira. Não se trata de religião; trata-se da religação da criatura ao Criador, indispensável para uma vida plena e feliz. A educação é uma mercadoria, tanto nas escolas públicas como nas particulares. Os professores são mal formados e mal remunerados; o educando é mal formado.

A educação, à luz do espiritismo, é impensável, numa sociedade materialista, que elege políticos também materialistas ou que exploram a religiosidade do povo. A educação sob a visão espírita traz Deus e Jesus para a escola e, por consequência, para a família. Traz a imortalidade do Espírito. Reconhece que o educador e o educando são seres reencarnados. Reconhece que a reencarnação é parte inseparável de um processo educacional que não termina com a morte do corpo físico. É para a eternidade. Reconhece mais: o educando pode ter nascido no Brasil, mas oriundo de outro país ou de outro planeta, assim como o professor. Costumes, valores, crenças trazidos de outras vidas não são eliminados, disciplinados ou reformulados com a instrução, somente a educação cristã-espírita pode educar verdadeiramente. Não se trata de educação espírita, catequista, para formar espíritas. Trata-se de uma educação libertadora, para o exercício pleno da cidadania, dos deveres e dos direitos do Espírito imortal e, não, apenas, para o exercício dos direitos. A lei de causa e efeito ou ação e reação não foi aprovada pelo Congresso Nacional e, até, pode não ser reconhecida pelos “poderes constituídos”, mas existe e governa os destinos do ser humano; não pode ser revogada, nem pela Lei Divina, simbolizada no Amor.

Os conflitos que vivenciamos nos dias de hoje, no lar, na escola, no trabalho, nos templos, nas artes, nos esportes, nas ruas são fruto de gerações mal educadas, apenas instruídas – e mal – intelectualmente. Os black bloc, herança maldita do velho mundo, os espíritos que estão bandidos, traficantes, à margem da lei, são seres oriundos de antros da criminalidade, das trevas, do umbral ou de outros guetos do mundo espiritual e que não receberam a educação, nesta encarnação, tendo Deus como “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas” e, muito menos, como seres reencarnados; no lar e na escola. Sei que mesmo tendo uma educação cristã, espírita ou sob a visão espiritualista, o Espírito encarnado pode usar de seu livre arbítrio e continuar a cultivar o orgulho, o egoísmo e os demais sentimentos realçados pelo materialismo, mas uma educação onde Deus é “a primeira necessidade do homem ..., o Pai da humanidade e seus filhos são imortais” jamais produziria uma horda tão numerosa de bandidos, marginais como vemos na atualidade. Bandidos em profusão na política, no governo, no parlamento, nos tribunais, na escola, nas artes, nos esportes, infiltrados em toda a sociedade. Impunes, mas não imunes à Lei Universal ou à Lei Divina ou Deus.

Os espíritas, na maioria, são acomodados. Foram “doutrinados” e não educados à luz do espiritismo. Não conhecem a obra produzida por Kardec e, muito menos, a densa produção mediúnica de Chico Xavier. Ou melhor, “conhecem”, mas não estudaram ou sequer praticaram ou praticam os seus ensinamentos, sempre à luz do Evangelho de Jesus. Para esses, por exemplo, Chico Xavier é um “santo espírita”! A obra dele, em parceria com espíritos como Emmanuel, Bezerra de Menezes, André Luiz, Eurípedes Barsanulfo, Humberto de Campos e outros, foi lida superficialmente, sem conexão com a realidade, o nosso dia a dia, sem a prática dos iluminados ensinamentos dessa densa produção mediúnica, sob a inspiração do Alto. A prática da caridade passou a ser a esmola da sopa, do agasalho. A atividade espírita propriamente centrou-se em “receber espíritos”. A educação do Espírito foi esquecida, porque esta exige trabalho, amor, dedicação, sacrifício. Aquela pode ser fruto do que sobra, do supérfluo, do que não faz falta. As escolas à luz da filosofia espírita são insignificantes, não aparecem nas estatísticas. Na educação superior existem duas ou três instituições que podem, até, ser administradas por espíritas, mas Deus, Jesus ou Kardec estão ausentes da sala de aula, da pedagogia, da aprendizagem.

Entendo que o progresso espiritual é lento. O Espírito pode estacionar, mas não involuir. A estagnação ou a evolução é uma escolha individual, no uso do livre-arbítrio. A educação à luz do espiritismo, todavia, liberta o ser para exercer o seu livre-arbítrio na plenitude. Na ignorância de Deus, de Jesus e do espiritismo, contudo, o Espírito continuará nas trevas, sem condições de poder discernir, de fazer a escolha que melhor atenda às suas necessidades de desenvolvimento ético, moral, espiritual.

Humberto de Campos, na obra citada, alertava, já na década de 30 do século passado, que “o Brasil está cheio de ideologias novas, refletindo a paisagem do século; cabe aos bons operários do Evangelho concentrar suas atividades no esclarecimento das almas e na educação dos espíritos”. Esse alerta, vindo pela mediunidade missionária de Chico Xavier, foi esquecido pelos espíritas. E concluía Humberto de Campos:

Todas as fórmulas humanas, dentro das concepções que exprimam, por mais alevantadas que se afigurem, são perecíveis e transitórias. A política sofrerá, no curso dos séculos, as alternativas do direito da força e da força do direito, até que o planeta possa atingir relativa perfeição social, com a cultura generalizada. A Ciência, como a Filosofia e as escolas sectárias, viverá entre dúvidas e vacilações, assentando seus feitos na areia instável das convenções humanas. Só o legítimo ideal cristão, reconhecendo que o reino de Deus ainda não é deste mundo, poderá, com a sua esperança e o seu exemplo, espiritualizar o ser humano, espalhando com os seus labores e sacrifícios as sementes produtivas na construção da sociedade do futuro.

(Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho. Ditado pelo Espírito Humberto de Campos; psicografado por Chico Xavier. Brasília: FEB, 2013)

Que todos, espíritas e cristãos de outras religiões, possamos refletir sobre o alerta de Humberto de Campos e os ensinos do Evangelho e da obra de Chico Xavier, aprofundada, neste século, a Era do Espírito, por médiuns de diversas tendências, mas com um propósito definido: educar para libertar, educar para o desenvolvimento das potencialidades inatas do Espírito, educar à luz do espiritismo.

Livro

Reza forte. Ditado pelos Espíritos Ramatis e Pai Tomé; psicografado por Norberto Peixoto. Limeira, SP: Conhecimento, 2013.

Em Reza forte, Ramatis une-se a Pai Tomé para delinear uma abordagem profunda das práticas mágicas populares que escravizam os cidadãos a um sistema de trocas com o Sagrado, fazendo ambos importantes alertas de esclarecimento à luz dos ensinamentos libertadores de Jesus. Neste momento de transição planetária, em que urge a germinação definitiva do amor crístico no coração dos homens, a fim de que se possa mudar padrões de condutas equivocadas e alcançar a Terra Renovada, a umbanda vai gradativamente revendo ritos e cerimoniais distorcidos de suas genuínas raízes africanas pela atuação de sacerdotes interesseiros e venais, cumprindo assim a sua destinação espiritual traçada pelo Alto para o Terceiro Milênio.

Ramatis e Pai Tomé ressaltam, em Reza forte, a atuação constante dos guias espirituais no trabalho de transformação íntima de seus médiuns, que se dá silenciosamente no contato fluídico, pela mecânica de incorporação nos terreiros; explicam a origem multifacetada da umbanda, como religião genuinamente brasileira, com influências indígenas, africanas e europeias; retomam as crenças indígenas e seus cultos ancestrais, remanescentes dos rituais de jurema, pajelança e catimbó. Você ficará sabendo porque a umbanda não é uma religião afro-brasileira.

A leitura de Reza forte traz novas luzes sobre a diversidade ritualística da umbanda, impregnada pela crendice e pelo ego de muitos médiuns ou “chefes de terreiro”. Uma leitura esclarecedora sobre o que é a verdadeira umbanda.

Mensagem da semana

O que chamamos de problemas na Terra são simplesmente lições não aprendidas, isto é, tarefas que precisamos repetir porque ainda não conseguimos internalizá-las.

(Águas da Fonte. Ditado pelo Espírito Hammed; psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto. Catanduva, SP: Boa Nova, 2005, p. 63)

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